Se as escutas são válidas ou não, essa é uma questão secundária, mas reveladora da utilidade da Justiça. A questão maior é politica. As escutas têm valor político. É necessário que sejam publicadas. Se não forem, os "bananas" vão continuar a poder dizer que não sabem se o Rei Dom Carlos tinha razão.
Sua Excelência foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva.
Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações do seu governo, disse às criancinhas que iria responder a perguntas.
Uma das crianças levantou a mão e Sua Excelência perguntou:
- Qual é o teu nome, menino?
- Paulinho.
- E qual é a tua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:
- Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
- Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
- O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
- Sua Excelência fica desnorteado, mas neste momento a campaínha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.
Após o recreio, Sua Excelência diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder às perguntas.
- Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Sua Excelência aponta para ele.
- Podes perguntar, menino.
- Como é o teu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:
- Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
- Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
- O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
- Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
- Onde está o Paulinho?
Escutas ilegais revelam factos gravíssimos, mas de nada valem e têm de ser destruídas. Não é lógico passar a fazer escutas legais?
Alguém vai conseguir tramá-lo? Com escutas, não. Sem escutas, também não. Então, como?
A avaliação parece que é instável (diz-se que há 7's que passam a 8's), é opaca (não se conhece a avaliação dos colegas), pode ser subjectiva (não se conhece os critérios de classificação dos vários parâmetros), é inválida ( não se reconhece que os resultados correspondam à realidade). Portanto, as escolas degradar-se-ão mais um pouco.
Os casamentos homossexuais diminuiram a partir do primeiro ano em que se realizaram.

E na Suécia, entre 1995 e 2002, realizaram-se 280000 casamentos, dos quais 1526 homossexuais. A probabilidade de divórcio dos casais homossexuais de homens é 50% maior do que a dos heterossexuais e a dos femininos é 167% maior.
A política anda de tal maneira que até faz mal à reputação de uma pessoa decente. Como é sempre melhor ver um bom original do que uma cópia rasca, optei por rever todos os episódios de Os Sopranos. Está lá tudo, mas feito com mais classe.
O novo governo socialista concordou em desfazer o que o anterior governo socialista tinha feito. Os sindicatos recuperaram o poder que tinham. O acordo entre o governo e os sindicatos impediu a Assembleia da República de meter o bedelho no assunto. O PSD não precisou de ter opinião. Que sorte! Desta vez correu tudo bem. Agora, talvez se possa discutir o estado da Educação.
Entrevista: José António Saraiva
"Não falimos por um milagre”
José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revela ao CM que o Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depois passou aos investidores.
Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?
José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.
– Que problemas?
– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.
– Depois houve mais alguma pressão política?
– Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.
– Travou o negócio?
– Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho – queríamos pa-ra deixar a direcção. E é quando a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz, ameaça fazer uma queixa à CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que era totalmente ilegítima.
– E as pressões acabaram?
– Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.
– Foi um processo longo...
– Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: "Então como é que tiveram dinheiro para pagar os salários?" Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.
– Do primeiro-ministro?
– Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.
– Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?
– Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare--se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.
– Os partidos já reagiram e a ERC vai ter de se pronunciar. Qual é a sua posição?
– Estou disponível para colaborar.
"... nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, na esteira de um entendimento alargado com os parceiros sociais, a Assembleia da República resolve recomendar ao Governo que, no prazo de trinta dias:
A malhar desta forma em Francisco Assis e José Sócrates corre o risco de o PSD não a deixar ir embora tão depressa.
O jornal Público elaborou um ranking das escolas secundárias públicas e privadas com base nos resultados dos exames nacionais do ano de 2009. Entre todas as escolas onde se realizaram mais de 50 exames do ensino secundário o Colégio Luso-Francês (Porto) foi o melhor classificado (R2). Para este resultado contribuíu a Leonor, quatro anos depois de a Inês ter dado o seu contributo. Assim terminou a passagem das filhas por esta escola excelente.
O comentador Carlos Abreu Amorim disse [ontem, SIC Notícias ou RTPN, jã não me lembro] que o PSD perdeu as eleições autárquicas, que está a caminho da extinção e que a culpa é de Manuela Ferreira Leite e dos seus acompanhantes. Também disse que o PSD está sem estratégia, sem programa e não faz oposição ao governo.
Convém saber de onde vem esta opinião. Ou se fundamenta em factos, ou se fundamenta em impressões.
Um gráfico simples [fonte: CNE, resultados do PSD mais 80% das coligações PSD-CDS] mostra claramente que a opinião de Carlos Abreu Amorim não se fundamenta em factos.
O comentador pode não gostar deste PSD, pode desejar que a oposição seja feita por outros, por outra forma e por outras ideias. Pode desejar que exista um partido de direita capaz de discutir o poder com o PS e com o PSD. Pode desejar que o tempo volte para trás e o CDS deixe de ser o partido que rejeitou Manuel Monteiro e escolheu Paulo Portas. Pode tudo, mas esse partido não será o PSD. E é só isso.
Não é caso para nos preocuparmos mais do que é normal com o estado do PSD. Em tudo na vida há altos e baixos, períodos de expansão e períodos de retracção.
Os militantes deviam discutir o estado do PSD? Deviam, sempre. Não só, nem especialmente, agora. Deviam ouvir os eleitores? Deviam, sempre, podendo aceitar os contributos que se enquadrarem na identidade social democrata predominante e devendo rejeitar os que não se enquadrarem. Se o fizerem, lamentar-se-ão menos das eleições dos lideres. Manuela Ferreira Leite tem condições para continuar? Cada militante tem uma única opinião e fala só por si próprio. Enquanto Manuela Ferreira Leite quiser continuar, continuarei a apoiá-la. Mas há muita coisa em que cada militante não concorda com Manuela Ferreira Leite? Concerteza, é normal. Anormal seria todos os militantes concordarem com todas as ideias do lider. Há dirigentes distritais que não apoiam Manuela Ferreira Leite? Concerteza, é normal. Desejam um corte, geracional ou outro, na direcção nacional do partido? Sim, acima de tudo desejam ganhar influência sobre a direcção nacional do partido.
Afinal, qual é a crise?
Assim se controla a velocidade dos automóveis num Estado republicano policial manhoso.
Quando Santana Lopes se referiu a António Costa, no discurso da noite de Domingo, os social democratas não vaiaram António Costa.
Mais tarde, quando António Costa se referiu a Santana Lopes, os socialistas vaiaram Santana Lopes.
O vencedor é o PS, porque é o partido que tem mais votos e mais vereadores da oposição, ou o PSD, porque tem mais presidentes de câmara e vereadores da maioria? Só pode ser o que ganhou mais poder nas autarquias locais. Por isso, por uma pequena margem, foi o PSD.
Foi a fanfarronice da noite eleitoral. Enfim, já estamos habituados.
ARNALDO CARLOS ROMARIZ MADUREIRA
"Desejo de reinar é cousa que nom receia de cometer obras contra razom e direito." (Fernão Lopes)
Sé - Porto, 7 de Julho de 1960
Residente em Águas Santas, Maia
Professor do ensino secundário
Aluno de Mestrado em Física e Química na FCUP
MBA Executive Gestão Autárquica na ENA
Licenciatura em Física na FCUP
Bacharelato em Física na FCUP
Conselho Geral do SPZN
Presidente da Secção de Professores do Porto dos TSD
Secretariado Distrital do Porto dos TSD
Presidente da CPS de Matosinhos do PSD 2000-2004
Coordenador do grupo do PSD na Assembleia Municipal de Matosinhos 2000-2005
Deputado na IX Legislatura 2004-2005
TSD Porto
TSD Professores Porto
"As leis naturais não se vergam aos nossos desejos." (Fernando Pessoa)
"Portugal é um país de bananas governado por sacanas." (atribuído a Carlos, Rei de Portugal)
"Somos antiparlamentares, antidemocratas, antiliberais e queremos construir um Estado corporativo." (Salazar)
"Por grande e digno que seja o ideal a que se aspira, se aquele que pretende alcançá-lo se vale de meios miseráveis, é sempre um miserável." (Henri Lacordaire)
"A má moeda expulsa a boa moeda da circulação." (Lei de Gresham)
"Numa hierarquia todos tendem a ascender até ao seu nível de incompetência." (Princípio de Peter, de Laurence J. Peter)
"Nunca te atires à lama a lutar com um porco - primeiro, porque te sujas; segundo, porque é disso que o porco gosta." (Walter Winchell)
"É uma loucura as ovelhas falarem de paz com um lobo." (Thomas Fuller)
"As leis são como as teias de aranha - apanham as moscas, mas deixam os falcões escapar." (Solon; ou Provérbio espanhol)
"A política é um combate entre os que querem entrar e os que não querem sair." (?)
“A economia liberal que nos deu o super-capitalismo, a concorrência desenfreada, a amoralidade económica, o trabalho-mercadoria, o desemprego de milhões de homens, morreu já.” (Salazar, 1933)